dez
15
O despertar para a cerâmica
Inspirado pela beleza da cidade onde vive, Guilherme Toledo, carioca do Rio, há mais de 10 anos que trabalha a cerâmica profissionalmente.
Fez a sua formação em arquitectura, mas tinha sempre outras actividades paralelas a esta. Um dia deparou-se com a cerâmica, quase por acaso, e impulsionado o seu gosto pela pesquisa e experimentação de esmaltes, texturas e relevos, jogando com as formas, veio a fazer desta a sua principal actividade.
Trabalha em dois ateliers, um no Rio de Janeiro onde expõe e ensina a sua técnica, e outro numa cidade próxima, onde dedica o seu tempo à realização de peças de maior formato.
Para este artesão a base de tudo é a argila, que depois vai associando a outros materiais como a madeira, o metal e o vidro.
Hoje artesanum dá destaque aos seus botões em cerâmica em tons naturais terra e azul, elaborados a partir de argila reciclada, alguns deles com acabamento de esmalte. Cada um distinto do anterior, são o toque final perfeito para uma peça de roupa que esteja despida de vida, perdida algures num roupeiro à espera de ser despertada.
Deixamos-vos com uma reflexão do próprio autor acerca do seu material de eleição:
A cerâmica é como a vida: exige atenção, cuidado permanente, sofre pressões e manipulações, sujeita-se ao calor e ao esfriamento, submete-se a mudanças de estado físico e químico, depara-se com surpresas e imprevistos, tem um tempo certo de transformaç4ao, de amadurecimento, de se concretizar. Na cerâmica, assim como na vida, ficam marcas. Algumas mais visíveis, outras mais discretas, todas quase sempre indeléveis, mas que fazem parte da história da sua realização. Às vezes busca-se o belo, às vezes ultrapassar limites, outras a excelência e, quase sempre, o prazer.”











