dez
22
Não passa nem um dia sequer sem que uma pessoa não vá a Amazonas. Talvez em outra ocasião conte os muitos acontecimentos que me levaram alguns dias atrás, a entrar em plena selva. Não precisa dizer que o medo estava comendo meu coração: todos já vimos nos filmes as enormes aranhas e monstros terríveis que comiam os desatentos turistas europeus.
E enquanto passeava para cima e para baixo tentava fazer uma cara de experiente para não ser vítima do primeiro predador que pudesse cruzar o meu caminho. Foi então que vi algo que jamais havia visto. Estava meio escondido entre umas enormes folhas verdes, mas as cores vivas e as curvas impossíveis chamaram minha atenção.
Tirei as folhas da frente e encontrei o que tinha me chamado a atenção: eram uns quadros redondos com estranhos desenhos geométricos na superfície. Tantos círculos começaram a me deixar com enjôo, e quando estava pensando que os extraterrestres estavam quase me abduzindo, decidi olhar um pouco mais.
Foi ai que conheci a Cecilia Llabrés e Javier Sznur, os criadores de tão exóticos sonhos. Eles me contaram que aquelas coisas redondas que me deram tanto enjôo se chamam mandalas. Me explicaram que as mandalas ajudam a conseguir a harmonia mental e espiritual. Com ou sem harmonia, as mandalas continuam parecendo magníficas para mim, assim que feliz de ter aprendido algo novo e (principalmente) não ter sido jantar dos terríveis monstros selvagens da selva, comecei tranquilamente o caminho para a casa.


